Após 23 partidas, enfim a Seleção Brasileira dirigida por Mano
Menezes goleou. O resultado de 4 a 1 obtido contra os Estados Unidos, na
última quarta-feira, em Washington, configura-se na vitória com maior
número de gols marcados e saldo desde que o treinador assumiu a Seleção.
Antes, o Brasil tinha como resultado mais elástico o 3 a 0 aplicado
contra o Irã em 2010. Já a barreira de quatro gols só havia sido
ultrapassada uma única vez, na vitória por 4 a 2 diante do Equador na
Copa América, disputada na Argentina. Vitória com quatro gols e por pelo
menos três de diferença era inédita até a noite da última quarta-feira.
"Penso que a gente precisa crescer um pouco a cada jogo. A Seleção
esteve melhor hoje do que contra a Dinamarca, conseguiu fazer por mais
tempo que fez por 30 ou 35 minutos lá. A manutenção da formação tinha
esse objetivo, ver até que ponto era o nosso mérito", afirmou Mano.
A exemplo da vitória contra a Dinamarca no último sábado, a Seleção
Brasileira teve como mérito a pressão no campo do adversário. O primeiro
gol nasceu em um desarme feito por Oscar. Na sequência, o árbitro
marcou pênalti, convertido por Neymar, depois que a bola bateu na mão do
zagueiro americano.
Ao todo foram 25 desarmes, contra apenas 18 dos americanos. O número é
ainda mais expressivo por conta da maior posse brasileira: 55% do tempo.
O campeão de roubos de bola do Brasil foi Marcelo (oito), mas
destaca-se a participação de Leandro Damião com quatro.
A entrada de Neymar no lugar de Lucas deu outra mobilidade ao time
comandado por Mano Menezes. Não à toa o santista encerrou o jogo com
duas assistências e um gol. Mais uma jornada decisiva de Neymar, o que
ajuda a explicar o bom desempenho brasileiro.

Boa apresentação de Oscar e Neymar renderam a Mano Menezes sua 1ª goleada no comando da Seleção
Foto: Getty Images
- Fábio de Mello Castanho
- Direto de Washington (EUA)
Após 23 partidas, enfim a Seleção Brasileira dirigida por Mano
Menezes goleou. O resultado de 4 a 1 obtido contra os Estados Unidos, na
última quarta-feira, em Washington, configura-se na vitória com maior
número de gols marcados e saldo desde que o treinador assumiu a Seleção.
Antes, o Brasil tinha como resultado mais elástico o 3 a 0 aplicado
contra o Irã em 2010. Já a barreira de quatro gols só havia sido
ultrapassada uma única vez, na vitória por 4 a 2 diante do Equador na
Copa América, disputada na Argentina. Vitória com quatro gols e por pelo
menos três de diferença era inédita até a noite da última quarta-feira.
"Penso que a gente precisa crescer um pouco a cada jogo. A Seleção
esteve melhor hoje do que contra a Dinamarca, conseguiu fazer por mais
tempo que fez por 30 ou 35 minutos lá. A manutenção da formação tinha
esse objetivo, ver até que ponto era o nosso mérito", afirmou Mano.
A exemplo da vitória contra a Dinamarca no último sábado, a Seleção
Brasileira teve como mérito a pressão no campo do adversário. O primeiro
gol nasceu em um desarme feito por Oscar. Na sequência, o árbitro
marcou pênalti, convertido por Neymar, depois que a bola bateu na mão do
zagueiro americano.
Ao todo foram 25 desarmes, contra apenas 18 dos americanos. O número é
ainda mais expressivo por conta da maior posse brasileira: 55% do tempo.
O campeão de roubos de bola do Brasil foi Marcelo (oito), mas
destaca-se a participação de Leandro Damião com quatro.
A entrada de Neymar no lugar de Lucas deu outra mobilidade ao time
comandado por Mano Menezes. Não à toa o santista encerrou o jogo com
duas assistências e um gol. Mais uma jornada decisiva de Neymar, o que
ajuda a explicar o bom desempenho brasileiro.
O Brasil também mostrou-se eficiente nas subidas ao ataque. Foram quatro
gols em 13 finalizações e, assim como contra a Dinamarca, após 10
minutos o placar já estava aberto pelos brasileiros.
Os Estados Unidos deram o mesmo número de chutes a gol, mas esbarraram
em outro destaque brasileiro: o goleiro Rafael Cabral. Com defesas
plásticas e providenciais, o camisa um santista segurou o resultado,
principalmente no segundo tempo, quando pegou duas bolas seguidas à
queima-roupa.
"Uma estreia sempre traz uma preocupação, individual e coletiva para
quem comanda. E ele sempre deu respostas positivas quando foi exigido
assim, como foi no Santos. Vamos esperar que ele continue assim", disse
Mano.
Para melhorar:
Mano Menezes ainda não está satisfeito. Para a sequência de amistosos, o
treinador quer um time mais compacto que corrija as falhas apresentadas
contra os Estados Unidos. "Hoje a bola não entrou na defesa como lá em
Hamburgo. Viemos a sofrer com bola área no final do jogo, precisa ter
correção para isso. O rebote era nosso e erramos contra-ataques Você
vai aprendendo, corrigindo e melhorando a formação", ponderou.
Veja os números da Seleção de acordo com a Footstats:
Passes: 385 certos e 41 errados (90%)
Lançamento: 19 certos e 29 errados (39%)Finalizações: 8 certas e 5 erradas (61%)
Dribles: 10 certos e 5 errados (66%)
Desarmes: 25
Cruzamento: 2 certos e 9 errados (18%)
Posse de bola Perda de bola: 41
Impedimento: 1
Faltas: 12 cometidas e 9 recebidas
Escanteios: 5
Cartões amarelos: 2